terça-feira, 7 de outubro de 2008

Comidinhas para impressionar!

Antes de começar a receita, uma explicação...
                                                          Spreads (Pastas)
Spreads são aquelas pastas que insistimos em chamar de Patê. Patê, para ser patê, tem de conter alguns ingredientes para tomar corpo e consistência. Já o Spread não. O Spread é de preparo muito mais simples e não tem a necessidade de um objetivo final único. Uma Pasta de Roquefort pode ser mais líquida ou menos líquida. Qualquer alimento que tenha sua textura alterada de sólido para pastoso já é um Spread. Servem tanto para uma pasta colocada na mesa, para ser acompanhada de pães ou torradas ou para passar em canapés, para assentar o ingrediente que vai sobre ele.

Feita a distinção, aí vai a receita de um Spread famoso da culinária francesa. Primeiro vai a receita base e depois uma para servir como Entrada em um  jantar mais refinado. Lembrando que, como se trata de uma Entrada a base de peixe (bacalhau), opte por uma carne como prato principal, para dar o contraste. Prepare e arrase!!

Brandade de bacalhau    4 pessoas
200 g de bacalhau escalfado e desfiado (não precisa ser o Porto)
2 batatas descascadas
150 ml de creme de leite (nata)
2 dentes de alho amassados Sal e pimenta
100 ml de leite
Azeite q.b.

Cozinhe as batatas e o bacalhau no leite. Processa com o batedor de massa. Misture o creme de leite, o alho e o azeite até consistência de pasta (não muito líquida). Tempere com sal e pimenta.

Brandade de bacalhau com escarola   2 pessoas
300 g de brandade de bacalhau
2 colheres de sopa de pimentão amarelo em cubinhos pequenos
2 colheres de sopa de azeitonas pretas em lascas
3 colheres de sopa de escarola
50 g de Parmeggiano ralado
100 ml de azeite de oliva

Refogue o pimentão. Refogue a escarola com um pouco de alho. Utilize o azeite em todo o processo. Monte em um aro a brandade, a escarola, a azeitona e o pimentão. Coloque mais um pouco de brandade para cobrir. Polvilhe o queijo por cima e leve ao forno bem quente, só para gratinar. Retire o aro na hora de servir, crie uma decoração para o prato e Bom Apetite!!

segunda-feira, 6 de outubro de 2008

Comidas regionais - Barreado

A origem do Barreado, contada por gerações, é que há mais de 200 anos, quando filhos de índios com portugueses iam à vila levar os produtos da lavoura de seus patrões, ficavam para almoçar e lhes era servido uma carne cozida muito saborosa. Eles levaram a idéia para o sítio em que moravam; assim quando os patrões iam visitar aa plantações, eles ofereciam aquele prato, feito com carne de peito, toucinho e todos os temperos disponíveis. Deixavam cozinhar por horas em panelas de barro, para amolecer bem a carne. Com o tempo notaram que a carne secava muito rápido, pois o calor fugia pela tampa da panela. Resolveram sapecar uma folha de bananeira, amarrar na boca da panela e, depois de colocar a tampa, barreavam com uma mistura meio mole de farinha de mandioca, cinza e água, resultando o nome de Barreado. Com o surgimento do Entrudo (precursor do Carnaval), festa que durava três dias de muito fandango, o Barreado era preparado. Por ser uma comida de poucos cuidados durante o preparo, as mulheres tinham mais tempo de brincar com seus parceiros, deixando o Barreado cozinhar por horas a fio...

(Receita especial para Dri Nucci, dona da Drilicias de Nova Friburgo - RJ)

                                               Barreado de Morretes  (6 pessoas)
2 kg de acém cortado em pedaços de 5 cm 1 colher de chá de pimenta-do-reino
1/2 Kg de cebola moída 1 colher de sopa de cominho
1/2 lata de purê de tomate 5 gotas de pimenta-malagueta
1 maço de cheiro-verde 250 g de bacon em cubinhos
2 folhas de louro 200 g de farinha de mandioca branca
1/2 copo de vinagre 1/2 Kg de arroz
1/2 cabeça de alho moída 5 bananas caturras maduras
Sal a gosto 2 litros de água mineral

Feito tradicionalmente em panela de barro, mas na panela de pressão é mais prático e rápido (em mais ou menos 2 horas está pronto). Forre o fundo da panela com o bacon. Coloque a carne e demais ingredientes, com excessão é claro, da farinha, arroz e banana. Coloque para cozinhar na pressão, até a carne desfiar. Para servir, faça um montinho de farinha no centro do prato e vá adicionando o caldo até obter um purê na textura desejada. Coloque a carne por cima. Sirva com arroz branco e banana caturra. De preferência, também acompanhado de uma boa cachaça. 

domingo, 5 de outubro de 2008

Almoço de domingo - Graciosa Country Club

Fundado em 1927, o Graciosa Country Club representa todo o glamour da sociedade curitibana, sabidamente orgulhosa de sua história passada e presente. Fruto de união de alemães que jogavam tênis e ingleses que jogavam golf (Sport Club Germânia e Curityba Golf Club), o clube ainda hoje mantém toda a formalidade proveniente de sua origem européia. Com uma sede fantástica e muito bonita, seria um lugar inesquecível para qualquer almoço em família em um domingo que, se o sol não compareceu, ao menos a chuva também não. O Restaurante da Sede é maravilhoso. Com um salão suntuosamente decorado, um Buffet de encher os olhos de qualquer mortal, garçons em profusão (e todos alegres e atenciosos), você pensa: "Puxa, não tem como não ser um almoço inesquecível...). E aí, ainda pegamos a melhor mesa do restaurante, na varanda coberta, com uma vista previligiada do campo de golfe, das piscinas, enfim, de quase todo o Clube.... Bebidas pedidas, vamos à mesa de Antepastos. Com excessão do Gorgonzola e do salaminho, esqueça o resto. Queijos amarelos impróprios para aperitivos e presunto cozido (deveria ser banido; só usado em Cheese salada -presunto é cru em qualquer restaurante que se preze). Mas tudo bem, pelo menos tinha ostras, aliás muito boas. Então, me refastelei com tres ostras e alguns nacos de Gorgonzola. E o ambiente continuava com aquela atmosfera anglo-germânica, agradável e de encantar até o mais sisudo dos franceses. Não provei as saladas, mas pelo prato dos companheiros de mesa  (principalmente meu cunhado atleta) deveriam estar boas, afinal salada é salada e ponto final. Na falta de um molho mais complexo então, é mais salada ainda! Com relação aos pratos quentes, vou ser bem direto: arrisque o Marreco ou contente-se com o Salmão (aliás preparado errado como em 99% dos restaurantes; salmão grelhado é cru no meio!). Fuja do resto, principalmente se sua pedida for um Crepe. Crepe bem feito, diga-se de passagem, mas os recheios... o de Stroganoff é de sentir saudades de Mc Donalds. Não comento sobremesas... Por fim, volte a olhar em volta; a sentir a paisagem bucólica e a beleza que é o Graciosa. Aí você até se anima e acha um pouco de graça na comida....

sábado, 4 de outubro de 2008

PENSANDO A GASTRONOMIA

"TODOS OS PRODUTOS TÊM O MESMO VALOR CULINÁRIO, NÃO IMPORTA QUANTO CUSTEM."

"COZINHAR É UMA LINGUAGEM PELA QUAL AS SEGUINTES PROPRIEDADES PODEM SER EXPRESSAS: HARMONIA, CRIATIVIDADE, BELEZA, POESIA, COMPLEXIDADE, MAGIA, HUMOR, PROVOCAÇÃO E CULTURA."

POR FERRAN ADRIÀ

sexta-feira, 3 de outubro de 2008

Mais um do Robuchon.

Tá bom! Você é daquelas pessoas que não podem nem ouvir falar em manteiga que já engordam ou tem o colesterol afetado? Então aí vai mais um Purê do Robuchon.. desta vez com Azeite de Oliva Extra-virgem. Tudo já começa a fazer diferença, não é? Continuemos nos Purês do mestre. O livro "Todo Robuchon" vocês encontram na De Recoquinaria. O link está no Blog.

                           Purê com Azeite de oliva
Para 6 pessoas
1 kg de batatas médias
25 colheres de sopa de Azeite de oliva Extra-virgem 
Sal e pimenta

* Descasque as batatas e corte-as.
* Cozinhe as batatas em 2 litros de água salgada por 25 minutos
* Escorra e passe pelo Passa purês colocando o resultado na mesma panela da água (panela ainda    quente)
* Coloque a panela em fogo lento e mexa com uma espátula de madeira, incorporando pouco a          pouco o azeite ao largo de 10 minutos.
* Tempere com sal e pimenta na altura.
* Mexa bem para conseguir um Purê liso e untuoso.
* Ponha em uma travessa aquecida, corrija temperos e sirva.

quinta-feira, 2 de outubro de 2008

O Purê de batatas de Joel Robuchon

Há muitas lendas em torno do Purê de batatas de Joel Robuchon (considerado omelhor do mundo). Cheguei a ler (O homem que comeu de tudo) que ele usava a mesma proporção de manteiga e batatas... Pois, aí está a receita original. Tirada do livro "Todo Robuchon", aliás, indispensável, uma Biblia de boa Gastronomia!!

Para 6 pessoas
1 Kg de batatas (ele usa rattes ou BF 15, nós vamos de Binge)
250 g de manteiga gelada (de excelente qualidade)
25 colheres de leite
 Sal grosso

* Lave as batatas sem descasca-las
* Leve-as para cozinhar em 2 litros de água salgada com uma colher de sal grosso, tampada, por     25 minutos
* Corte a manteiga em pedaços pequenos e mantenha em refrigerador
* Depois de cozidas, escorra as batatas. Tire a pele ainda morna. Passe por um Passa purê para       uma panela grande.
* Deixe perto do fogo para secar o purê, mexendo enérgicamente com uma espátula de madeira,
  por 5 minutos.
* Passe uma panela pequena pela água, não seque muito, despeje o leite aí eferva.
* A fogo lento, incorpore pouco a pouco ao purê a menteiga, muito gelada, mexendo com energia     para obter um preparado liso, ligado e untuoso.
* Sempre sob fogo lento, adicione o leite, bem quente e em fio, mexendo até que se mescle bem       com o purê. 
* Prove e tempere com Sal e Pimenta na altura.

Pronto, sem segredo nenhum o Purê do Robuchon. Sabe-se lá o poe que de não secar completamente a panela que vai o leite, mas este é o método dele... Respeitamos e façamos no domingo de Eleição. Que tudo acabe em Purê!! 


segunda-feira, 14 de abril de 2008